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As Origens Ocultas do Natal

Chegou a época natalícia, já se ouvem as músicas tradicionais e um pouco por toda a parte preparam-se os pinheiros com luzes, fitas, estrelas, cogumelos, anjos e bolinhas. Os shoppings transbordam de clientes que precisam de comprar os presentes, reflectindo o consumismo exagerado desta época.

É óptimo festejar o Natal, a família reúne-se à volta de uma mesa farta de boa comida e as crianças adoram, especialmente o momento de abrir os presentes. Mas alguma vez se questionou das verdadeiras origens do Natal? E se eu lhe disser que o Natal tem as suas origens em antigas tradições, das quais se usavam cogumelos mágicos, em honra ao Sol e Saturno?

Actualmente, o Natal tornou-se numa mistura de rituais e celebrações que provém desde a Antiga Mesopotâmia, especificamente dos Sumérios. E se investigar mais a fundo, perceberá que o Cristianismo tem como base ensinamentos das religiões e rituais praticados no Antigo Egipto, Mesopotâmia e da Babilónia. Aliás, sem um Jesus Cristo não haveria Natal, como hoje é conhecido e mostrado pelo Cristianismo, nem o presépio tradicional, porém… havê-lo-ia ainda assim.

O elo entre o Natal e o “Cogumelo Mágico”

largeDe facto, tem muito que se diga sobre esta relação entre o Natal e o “cogumelo mágico”. Antes de falar sobre esta conexão, primeiro deve saber quem foi John Marco Allegro. Arqueólogo e Investigador dos registos do Mar Morto, escreveu um livro muito controverso sobre esta temática, “O Sagrado Cogumelo e a Cruz” com o subtítulo “Estudo da Natureza e das Origens do Cristianismo com os Cultos da Fertilidade do Antigo Médio Oriente”, desenvolvendo uma teoria sobre um ritual antigo praticado com sexo e ingestão de cogumelos alucinogénios e que está relacionado com o Cristianismo, mostrando imensas evidências e ligações que comprovam a sua ideia.

Ele afirma que, Amanita Muscaria, um cogumelo vermelho e branco com propriedades alucinogénias é representado em certas obras de arte ligadas ao Cristianismo. John Allegro afirma também que a Eucaristia, em que os devotos acreditam que as hóstias representam o corpo de cristo, é na verdade uma “cópia” de uma antiga cerimónia sagrada em que os devotos ingeriam um pedaço do cogumelo Amanita Muscaria. Como se não bastasse, aponta que toda a história de Jesus nos Evangelhos era na verdade um código para antigas práticas de indução de estados alterados com o objectivo de auto-desenvolvimento, com ajuda de alucinogénios. Certamente, esta teoria de John Allegro não foi bem aceite pela comunidade como é óbvio, sendo bastante criticado, mesmo apontando as provas.

Este “cogumelo mágico” possui fungos com propriedades alucinogénias e eram bastantes utilizados para práticas xamânicas e para facilitar o contacto com o “divino” principalmente pelos povos da Sibéria e pela civilização Maya denominado como “ a carne dos deuses”. Além disto é conhecido também por estimular a líbido e o desejo sexual, ligado à fertilidade e ao sexo

Em alguma das obras que John Allegro aponta, Jesus é retratado com “cogumelos mágicos” à sua volta. Visto que o Natal está associado com o nascimento de Cristo, seria então o São Nicolau ou o Pai Natal a actual representação do “xamã” com conhecimentos de fitoterapia, ou farmacologia?

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O Natal e a Adoração ao Sol

Muitos documentários e artigos falam sobre este tema, principalmente o filme de sucesso “Zeitgeist”, embora já uma vez tenhamos explicado que o próprio filme é um combater de ideias falsas com mais ideias falsas e uma pitada de verdade. Já é sabido que o Natal está relacionado com o nascimento de Jesus e posto num berço de palha. Será mesmo?

Desta forma vamos então ligar os pontos. O Sol e a Lua, foram sempre adorados pelas culturas ao longo da história, diria que todas, salvo erro. Eles marcam ciclos, estações, indicam períodos de frio e de calor, possuem uma grande influência sobre todo o ser vivo na Terra e nós aprendemos os seus ritmos, foi prioritário para a nossa sobrevivência, por isso não é de admirar que fossem adorados ao longo do tempo. Sem eles, não existira Vida na Terra. O Cristianismo ensina que Jesus Cristo é o Salvador. É representado normalmente com um halo sobre a sua cabeça de 4 pontas, a Cruz. A Cruz tem analogia com as 4 estações, pois o período de translação da Terra altera os ritmos da sua Natureza, pois ora está mais longe ou mais perto do Sol. A 21/22 de Dezembro com a entrada do Sol no signo de Capricórnio, o Sol desaparece no horizonte do Hemisfério Norte por 3 dias. O Cristianismo ensina que, Jesus morreu por 3 dias e ressuscitou depois. O Sol aparece no horizonte no dia 25 de Dezembro, e Jesus ressuscita a 25 de Dezembro. Então Jesus nasce e ressuscita no dia 25 de Dezembro? Será o Natal a morte e a ressurreição simbólica do Sol?

O Natal e a Adoração a Saturno

Nos primeiros séculos depois do nascimento de Cristo, a adoração a Saturno era bem presenciada no império de Roma. No período de 17 a 25 de Dezembro era a loucura total em Roma, todas as pessoas entravam num estado êxtase contínuo, bebiam, comiam, faziam orgias sexuais e sacrificavam pessoas em adoração a Saturno. Todos os tribunais e instituições de julgamento estavam fechadas, ninguém era punido, e todos os abusos eram permitidos. Estas festas designam-se por Saturnálias, o próprio nome faz analogia ao planeta Saturno.

Saturno era visto em Roma com o Deus do Tempo, aquele que constrói e desconstrói, e todas as colheitas, Leis, Morte e Tirania eram termos associados a este planeta. Pelos Gregos era adorado como Cronos, que significa “Tempo”. Mas a sua importância vai além disto, de alguma forma e com um certo mistério, o planeta Saturno é representado e adorado por muitas sociedades secretas, através de símbolos e muito utilizado em práticas esotéricas. Associado também às altas entidades dos governos, aos banqueiros, aos aristocratas, às autoridades religiosas e reguladoras da lei, e às classes académicas. A cor mais usada é o Preto, a cor de Saturno.

De uma forma ou de outra, coincide também com este período do festejo do Natal e com a entrada do Sol no signo de Capricórnio, sendo que Saturno é o Senhor (regente) de Capricórnio, há quem diga que o Natal foi inventado para disfarçar os costumes pagãos que idolatravam a energia feminina, outros afirmam que servia para competir com as Saturnálias e tornar este período mais atractivo e popular, pois era necessário converter o máximo número de pessoas.

Confucius afirma que “o Mundo é controlado por signos e símbolos, não pelas palavras ou pela Lei”, pois os símbolos interagem directamente com o subconsciente controlando a nossa maneira de viver e de pensar, por isso é bastante importante perceber para onde direccionámos a nossa atenção e também energia. E não estranhe se sentir um desejo compulsivo de comprar e satisfazer as suas necessidades durante o período de Natal, e torna-se curioso observar que todos parecem estar em êxtase e num estado freneticamente absurdo, como se ingerissem Amanita Muscaria sendo atraídos e bombardeados pela publicidade excessiva dos media. Quando estiver a enfeitar a sua árvore de Natal, questione porque o faz.

Desejo-lhe um Bom Natal e festas felizes… evite os amanitas!

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