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Cornucópia (Corno)

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cornoUm dos mais usuais amuletos do mundo são os pedaços de chifres e cornos ou metais e corais moldados à forma de um corno. Este amuleto é também chamado de Cornucópia de Amaltea e pode tomar formas incrivelmente diferentes de cultura para cultura.

PoussinChildhoodZeusDulwichAmaltea era uma ninfa cabra descendente do Sol que vivia numa gruta no monte Ida de Creta. Segundo outras teorias era a nutriz, filha de Meliseo, que alimentou Zeus com o leite de uma cabra.

Quando Zeus era pequeno e era tratado por Amaltea, num ataque de ira, o deus menino agarrou com força o corno da cabra, puxou-o e arrancou-o, produzindo uma enorme dor à sua cuidadora. A medida que se foi fazendo adulto e lembrando-se do acidente, Zeus concedeu ao corno arrancado o dom da abundância; a partir desse momento o corno está sempre cheio de alimentos e bens que o seu dono possa desejar. Quando Amaltea morreu foi levada a Zeus que a transformou na constelação de Capricórnio.
Este corno é chamado “a cornucópia” ou “o corno da abundância”.

Já na mitologia romana, a cornucópia deriva do latim “Cornu copiae”. A cornucópia ou corno da abundância é um dos cornos do deus-rio Aqueloo, metamorfoseado em touro, que lhe foi arrancado por Hércules, quando lutava contra ele.
Segundo outros, é um corno da cabra com cujo leite, a ninfa Amaltea, amamentou Júpiter na sua infância, quando se escondeu de seu pai, Saturno, para que este não o devorasse. Diz-se que Júpiter arrancou o corno à cabra enquanto brincava, e ofereceu-o a Amaltea, asseguran-do-lhe que o corno se encheria de frutos cada vez que ela o desejasse. A cornucópia é um atributo muito mostrado nas moedas romanas, nas mãos de divindades benéficas, como Ceres e Cibeles, ou de alegorias como a Abundância e a Fortuna.

cornocopiaEntre os povos gauleses, a principal divindade relacionada com os equídeos é a deusa gaulesa, ou melhor dito, galo-romana, Epona, cujo nome deriva do gaulês epo, que significa cavalo. O seu culto difundiu-se até à Britânia e ao Este da Europa, abundando na região de Borgonha. Na Península Ibérica foram documenta dos alguns vestígios epigráficos que testemunham o seu culto. Da importância que chegou a alcançar na época romana fazem referência as numerosas imagens da deusa, geralmente montada sobre um cavalo.
A deusa era representada muitas vezes com uma série de atributos, como a cornucópia ou a pátera, que a relacionam com a abundância e a prosperidade. Também estava vinculada com as fontes salutíferas e o mundo funerário.

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