Hermetismo e Leis Herméticas

Hermes Trismegisto

Hermes, Thoth, Mercúrio ou outro nome de origem esotérica, é um personagem de especial relevância.

Os Escritos Herméticos

Os escritos Herméticos são uma coleção de 18 obras Gregas. Estes escritos contêm os aspectos teórico e filosófico do Hermetismo em seu aspecto teosófico. O período bizantino é marcado por uma outra coleção de obras herméticas, que também são relacionadas ao Hermes Trismegistus e contêm uma tradição hermética popular a qual é composta essencialmente por escritos relacionados a astrologia, magia e Alquimia. Esta versão popular encontra sustentação ou base nos diálogos Hermeticos, apesar dele se distanciar da magia.
A prática da magia entretanto não está distante das praticas realizadas no antigo Egito, a qual em uma última análise é a fonte de todos os diálogos herméticos, pois o Hermetismo lá floresceu e, portanto estabelece uma conexão entre as duas tradições Hermeticas: filosófica e magia.

Episódio 6*. O Hermetismo

Aprenda com o Canal Portugal Místico e depois leia cada uma das 7 Leis e sua explicação abaixo

Os ensinamentos de Hermes-Toth chegaram à actualidade baseados em escassos documentos que constituem o “Kabalion“, “A Tábua da Esmeralda“, “Pistis Sophia“, “Corpus Hermeticum“, e alguns outros papiros. Naturalmente que o acervo de ensinamentos de Toth estão contidos em muitos outros documentos que foram preservados e mantidos sob a guarda de Ordens Iniciáticas. Tratam-se de documentos originais e cópias que foram preservados do incêndio da Biblioteca de Alexandria. Entre os documentos preservados existem aqueles que deram base ao desenvolvimento da Alquimia.

As 7 Leis Herméticas

As sete principais leis herméticas baseiam-se nos princípios incluídos no livro Kabalion [Caibalion] que reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas. A palavra Kabalion, na língua hebraica significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima ou superior. Esta palavra tem a mesma raiz da palavra Kabbalah, que em hebraico, significa recepção.

Lei do Mentalismo

“O Todo é Mente; o Universo é mental”.

Isso significa que todo universo fenomenal é simplesmente uma criação mental do TODO… Que o universo tem sua existência na Mente do TODO. Uma outra maneira de dizer isso é: “tudo existe na mente do Deus e da Deusa que nos ‘pensa’ para que possamos existir. Toda a criação principiou como uma ideia da mente divina que continuaria a viver, a mover-se e a ter seu ser na divina consciência.”
“O Universo e toda a matéria são consciência do processo de evolução.”
Pessoalmente diria que o Universo e toda a matéria são como os neurónios de uma grande mente, o universo consciente, que “pensa”… sem obviamente a necessidade de personificar num qualquer Deus. Todo o conhecimento flui e reflui da nossa mente, já que estamos ligados a uma mente colectiva que contém todo o conhecimento. É claro que não estamos conscientes de “todo o conhecimento” em qualquer momento dado, por que seria uma tarefa impossível manuseá-lo e processá-lo.
Os cinco sentidos do cérebro humano actuam tanto como filtros como fontes de informação. Eles bloqueiam uma considerável soma de informação caso contrário seriamos esmagados por informações que nos bombardeiam minuto a minuto como sons, cheiros e até ideias, não seriamos capazes de nos concentrarmos nas tarefas específicas em mãos. Mas sob condições correctas de consciência podemos moderar, ou até desligar o processo de filtragem, com a consciência alterada, o conhecimento universal (Registos Akáshicos).

Lei da Correspondência

“O que está em cima é como o que está em baixo, e o que está em baixo é como o que está em cima”

Esta lei é importante porque nos lembra que vivemos em mais do que um mundo. Vivemos nas coordenadas do espaço físico, mas também vivemos num mundo sem espaço e sem tempo. A perspectiva da Terra normalmente impede de ver outros domínios acima e abaixo de nós. A nossa atenção está tão concentrada no microcosmos que não nos apercebemos do imenso macrocosmos à nossa volta. O princípio de correspondência diz-nos que o que é verdadeiro no macrocosmos é também verdadeiro no microcosmos e vice-versa. Portanto podemos aprender as grandes verdades do cosmos observando como elas se manifestam nas nossas próprias vidas.
Por isso estudamos o universo: para aprender mais sobre nós mesmos.
Na menor partícula existe toda a informação do Universo. A Lei da Correspondência, em conjunto com a Lei da Causa e Efeito, são a explicação para o funcionamento perfeito do Tarot e da Astrologia, bem como de todos os outros oráculos.

Lei da Vibração

“Nada está parado, tudo se move, tudo vibra”.

No universo todo o movimento é vibratório. O todo manifesta-se por esse princípio. Todas as coisas se movimentam e vibram com o seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atómicas, tudo é movimento.
Todos os objectos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel, mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia das demais variáveis. A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento.
A Lei da Vibração rege toda a comunicação entre espíritos e matéria, bem como a conjuração de elementais, devas, exús, orixás, anjos enochianos e qualquer outro tipo de serviçal astral. Também rege os princípios de atracção e repulsão entre indivíduos, a harmonia e as egrégoras.

Lei da Polaridade

“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliáveis”.

A polaridade revela a dualidade, os opostos representando a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico ou análogo em natureza. O pólo positivo + e o negativo – da corrente eléctrica são uma mera convenção. O claro e o escuro também são manifestações da luz. A escala musical do som, o duro versus o flexível, o doce versus o amargo. Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento.

Lei do Ritmo

Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação

Pode dizer-se que o princípio é manifestado pela criação e pela destruição. É o ritmo da ascensão e da queda, da conversão da energia cinética para potencial e da potencial para cinética. Os opostos movem-se em círculos espiralados. É a expansão até chegar o ponto máximo, e depois que atinja a sua maior força, torna-se massa inerte, recomeçando novamente um novo ciclo, dessa vez no sentido inverso. A lei do ritmo assegura que cada ciclo busque a sua plenitude.

Lei do Género

O Género está em tudo: tudo tem os seus princípios Masculino e Feminino, o género manifesta-se em todos os planos da criação

Os princípios de atracção e repulsão não existem por si só, mas somente um dependendo do outro. Tudo tem um componente masculino e um feminino independente do género físico. É semelhante ao princípio animas animus que Carl Jung e seus seguidores popularizaram, ou seja que cada pessoa contém aspectos masculinos e femininos, independente do seu género físico, nenhum ser humano é 100% homem ou mulher, e isso é até astrologicamente explicado, uma vez que todos somos influenciados por todos os signos (uns mais, outros menos), e metade do zodíaco é feminino, enquanto que a outra metade é obviamente masculina (Esse é mais um argumento que suporta a igualdade entre Deus/Chochma e Deusa/Binah dentro das Esferas da Kabbalah).
Em todas as coisas existe uma energia receptiva feminina e uma energia projectiva masculina, a que os chineses chamavam de Yin e Yang.

Lei de Causa e Efeito

Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei

Nada acontece por acaso, pois não existe o acaso, já que acaso é simplesmente um termo dado a um fenómeno existente e do qual não conhecemos a origem, ou seja, não reconhecemos nele a Lei à qual se aplica.
Esse princípio é um dos mais polémicos, pois também implica o facto de sermos responsáveis por todos os nossos actos e é muito mais cómodo deixar os acontecimentos ao “acaso” ou ao “divino”. Também é conhecido como Lei do Karma.

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