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Astrologia Kármica
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Mitos da Origem dos Signos IV
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Mitos da Origem dos Signos I

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cosmic1Os signos do zodíaco ocidental possuem uma origem que se perdeu no tempo e nas eras idas. Todavia muitos autores discutem, debatem e comentam os vários mitos da origem de cada um destes 12 signos da astrologia dita ocidental.

Neste primeiro artigo podemos ver os mitos mais considerados sobre os três primeiros signos: Carneiro, Touro e Gémeos.

 

 

aries

Áries (Carneiro)

Primeiro signo associado à primavera, o mito do Carneiro envolve uma tragédia. O carneiro de pêlo dourado – o Velocino de Ouro – nasceu da união de Poseidon com a filha de um rei. O carneiro é lembrado por ter levado pelo ar os irmãos Frixo e Hele (filhos do rei da Beócia, Atamas ou Atamante) até o Helesponto. Algumas fontes dizem que o carneiro deixou cair Hele quando chegou perto da Ásia; outros autores dizem que Poseidon raptou a princesa – para uma união sagrada com o deus – e que esta teria tido filhos desta união. Depois que Frixo chegou à Cólquida, sacrificou o carneiro a Zeus e pendurou a sua pele de penugem dourada no altar do templo. Algumas fontes dizem que a mãe de Frixo e Hele colocou o carneiro entre as estrelas mas nem todos os autores concordam com esta versão.
Mais tarde a pelugem dourada deste carneiro seria objecto da busca de Jasão e dos Argonautas. Intérpretes contemporâneos associam o mito ao costume de sacrificar o filho do rei em tempos de fome e seca, como se sacrificava o carneiro a Zeus, animal que lhe é dedicado. O sacrifício era feito na primavera para que a colheita não ficasse comprometida, meses mais tarde.
O mito tenta apaziguar a tristeza dos pais pela perda de seus filhos, ao mesmo tempo em que indica a passagem possível de sacrifícios humanos aos deuses para sacrifícios animais. A origem da ida dos irmãos para o Helesponto, montados no Velocino de Ouro, envolve o desentendimento entre o rei Atamas e suas esposas, Nefele e Ino, onde esta tramou contra as crianças temendo a sucessão; Nefele, para salvá-las, colocou-as sobre o carneiro e transformou-se em nuvem para ocultá-las.
No final, Ino prevalece sobre Nefele e somente a deusa Hera será capaz de destruí-la.

 

taurus2Touro

Uma das versões do mito relaciona-se, segundo alguns autores, com a paixão que a princesa Europa, da Fenícia, despertou em Zeus. Para aproximar-se dela, o deus do Olimpo transformou-se num touro de rara beleza cujo hálito recendia a açafrão. Quando Europa se sentou sobre ele, o touro voou sobre os mares, levando-a até Creta. Outras versões associam a sacerdotisa de Hera, chamada Io, com Zeus. Hera, enciumada da paixão que Io provocou em seu marido divino, transformou-a numa vaca errante, sempre atormentada por um moscardo que a perseguia, sempre observada pelo monstro Argos, o de muitos olhos. Como havia sido transformada em vaca, para fazer amor com ela Zeus tinha que transformar-se em touro pedindo a Hermes que matasse o monstro, e assim pôde encontrar-se com Io à vontade. O romance de Io e Zeus parece ter sido o início dos sucessivos adultérios do deus depois de casado com sua esposa e irmã Hera.
Outras versões asseguram que um dia, às margens do Nilo, Io pediu a Zeus que pusesse fim ao seu penar; Zeus transformou-a novamente em mulher e uniu-se a ela. Mais tarde, desta união sagrada nasceu Épafos, que se tornou rei do Egipto e que, em algumas versões, seria o próprio deus egípcio Ápis.
Com relação à constelação de Touro, há também o mito das cinco Hiades, filhas de Atlas que, entristecidas com a morte de seu irmão, haviam morrido e subido aos céus. Outro mito relacionado envolve a constelação das Plêiades, sete meio-irmãs das Híades, que se mataram em honra destas, segundo algumas versões. Casadas com deuses, tiveram muitos filhos envolvidos em lendas. Uma das Plêiades, Electra, a estrela menos brilhante, depois de ver o massacre e o exílio de seus descendentes em Tróia, saiu por vontade própria da constelação, em sinal de pesar.
Electra move as Plêiades em seu movimento circular em torno do pólo, onde, sem sua cabeleira, pode ser vista na sua tristeza – nesse estado é chamada de Cometes (“cabelos longos”). Os romanos chamavam as Plêiades de estrelas da primavera, por acenderem depois do equinócio da primavera.

 

geminiGémeos

O mito relaciona-se com os irmãos gregos Dióscuros (dios kouroi = filhos de Zeus), Polideuces e Cástor, que o deus teve com Leda. Sempre em harmonia, nunca faziam nada sem o consentimento um do outro. O seu culto era muito popular entre os gregos e no sul da Itália. Eram irmãos de Helena, nascida de um ovo e causadora da guerra de Tróia.
Outra versão associa Zeus com um caso de amor com Nêmesis, a Necessidade, filha da Nyx, a Noite, uma entidade divina que possui aparições variadas, contra as quais nem mesmo os deuses do Olimpo podem fazer nada. Nêmesis, a mais bela, tem o nome da raiva justa que se abate contra os que desrespeitam a norma da natureza. [Nêmesis, aliás, empresta seu nome e seu carácter a um dos lotes (= partes) gregos referidos pelos astrólogos alexandrinos, tais como Paulus]. Zeus, enamorado dela, sentiu tal desejo que a perseguiu onde quer que ela fosse – Nêmesis era uma deusa alada.
Finalmente, conseguiu ter uma relação com ela – o deus transformado em cisne e a deusa em ganso – e desta união nasceram, de um ovo da cor do jacinto azul, Polideuces, Helena e Castor. Cástor era mortal , e durante uma guerra entre Esparta e Atenas, foi assassinado. Com grande pesar, Polideuces oferece metade de sua vida imortal ao irmão, então uma metade do ano Cástor submerge sob a terra, como quando a constelação se põe e por um dia os dois irmãos encontram-se juntos no Hades. Os Gémeos simbolizam o carácter dual do céu, ora dia, ora noite, com as estrelas da manhã e as do por-do-sol, assim como a cópia do que é criado – como exemplo, um dos Dióscuros é imortal enquanto o outro não o é. 

 

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