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Reencarnação e Astrologia

astrologia-karmica

astrologia-karmicaEstamos todos nós destinados a nascer, morrer e renascer? Afinal temos uma ou várias vidas? A astrologia pode ser uma chave para este conhecimento?
Antes de tudo é bom termos a certeza de que um corpo sem alma é algo inimaginável para mais de 80% da população mundial, até para quem acredita na vida para além da morte, essa crença seria monstruosa.

A Crença na Existência da Alma

Esta crença é sem dúvida muito antiga, ela interliga-se com a crença num além, que subentende a ideia da sobrevivência da alma ou do espírito depois da morte física, indicando que existe uma parte de nós que não morre nunca. Devem-se algumas pessoas lembrar de que no antigo livro de catecismo havia referência à existência da alma “O Homem é um animal racional constituído por uma alma e um corpo”, assim estava escrito.
A alma é eterna e permanente, evolui sem fim. A alma é uma parcela divina, talvez ainda não plenamente consciente da sua divindade. Ela eleva-se constantemente por níveis, numa espiral evolutiva, desde os reinos ditos inferiores em busca do seu desenvolvimento mais perfeito.
A crença da imortalidade da alma, em possíveis vidas anteriores e eventuais reencarnações, sustentam também a existência de um além noutro plano depois da nossa morte ou se quisermos ser mais espiritualistas podemos dizer que acreditamos numa outra vida, é a existência da própria continuidade da vida. O filósofo americano William James já no final da sua existência dizia: “Quanto mais envelheço mais acredito na imortalidade, porque quanto mais velho sou, mais preparado estou para viver”.

Os Postulados da Reencarnação

A crença na reencarnação implica o traçado de certos postulados. Em primeiro lugar é preciso acreditar na realidade da alma, considerá-la como uma entidade que podia existir sem o corpo ou fora dele.
Os seis postulados que temos de tomar em consideração para podermos entender a reencarnação são:

  1. A alma existe.
  2. A alma sobrevive depois da morte do corpo físico e fora dele.
  3. Existe um lugar para onde vão as almas que deixam o corpo físico e onde se preparam para uma nova reencarnação.
  4. A mesma alma reaparece num novo corpo. Isto pode acontecer inúmeras vezes ao longo dos séculos.
  5. A alma memoriza as experiências que viveu durante as suas diversas reencarnações. Têm um destino, uma missão.
  6. As sucessivas reencarnações de uma mesma alma em diferentes corpos têm um fim que é o de a elevar a um nível de consciência superior.

Mas o que é a Morte?

Quer queiramos, quer não, a morte faz parte da vida. Se ela não é uma fatalidade, é isso sim, a fase última que nos espera e à qual ninguém escapa. Os sonhos de imortalidade estiveram sempre muito presentes no ser humano, por esta razão o homem pensa sempre num Deus ou nos Deuses como seres imortais. No entanto ninguém tem uma imagem da morte muito gratificante. O ser humano foi evoluindo, fomos adquirindo conhecimento das leis da vida e da própria morte e hoje já percebemos que não podemos pensar na imortalidade sem fazermos as transformações necessárias à nossa evolução no plano terreno.
Claro que a morte é uma metamorfose que implica a perda das nossas faculdades, da nossa consciência terrena, de tudo o que somos, e essa realidade certamente cria angústia e tristeza para a maioria. Precisamos de encontrar justificações e razões para todo este processo.

O Pós-Vida

astrologia_raffaelloMuita coisa acentua a angústia da morte; as dificuldades, os sofrimentos e dramas humanos e a intolerância perante as vicissitudes da vida. Tudo isto contribui para a não aceitação, ou pelo menos, para a dificuldade na aceitação da ideia da morte e do pós-vida.
É por tudo isto que as pessoas procuram razões válidas e até factos e testemunhos que as levem a acreditar na sobreviência da alma depois da morte.
Como actualmente perdemos os pontos antigos de referência que eram os deuses, os mitos e os símbolos, continuamos então numa busca incessante. No entanto, de todos os lados surjem-nos testemunhos vivos de pessoas que já experimentaram o fenómeno da sobrevivência da alma, vendo a morte como uma passagem onde podemos aprender a lição de que a morte não é dolorosa, dizem até que tem muita semelhança com o nascimento, ou seja, ela é a visão de um túnel pelo qual avançamos e no fim do qual, surge uma luz resplandecente, mas que nos atrai e enche de felicidade.
Durante esta passagem parece que estamos ainda conscientes dos nossos actos como parte integrante de nós mesmos. Somos pois, o nosso próprio juiz, o que confirma os princípios anunciados pelo Karma Hindu. Também nesta passagem descobrimos faculdades até então despercebidas. Finalmente, é o espírito, a luz e a vida que dominam. Logo todo o ser que tenha vivido esta experiência de morte e tenha regressado, conhece os dois lados e está de novo na vida.
Só há duas perspectivas que nos tranquilizam: a sobrevivência da nossa alma depois da sua passagem pela Terra e os postulados da reencarnação.
É graças a estas duas hipóteses que esperamos e consideramos que a nossa alma encarnará de novo neste mundo, já que reencarnou várias vezes noutros corpos que tivemos, e que ainda adoptará outros invólucros corpóreos depois da experiência da nossa vida actual.

Reencarnação e Metempsicose

Desde a antiguidade que existem testemunhos das crenças nos movimentos e deslocações da alma (metempsicose), da existência da alma e da sua sobrevivência fora do corpo. Dão-se em várias civilizações, por exemplo para os Sumérios, Egípcios, Hebreus, Gregos ou para os seguidores da teoria da reencarnação, os Budistas. Este ciclo de vidas sucessivas considera-se uma prova, ou uma condenação eterna.

Falamos de Karma?

Tanto para os hindus como para os budistas, a nossa existência actual e até o meio geográfico, social e cultural em que nascemos e ainda as nossas qualidades, fraquezas, limitações, os dons naturais, o nosso destino e também o nosso livre arbítrio, está tudo antecipadamente definido, é o resultado dos nossos actos passados, cometidos em vidas anteriores. Se tudo isto é verdade, também é verdade então que os nossos actos e pensamentos condicionarão as nossas vidas futuras, ou as nossas próximas reencarnações.
Segundo esta teoria e para quem acredita na reencarnação, é evidente que não estamos aqui na Terra pela primeira vez e sabemos também que existe uma espécie de justiça superior que supervisiona o bem e o mal que realizamos durante cada uma das nossas reencarnações, que nos gratifica ou não, consoante o nosso merecimento.

O Karma em si mesmo

Fala-se muitas vezes de Karma, sem que se saiba do que se fala. Karma é um vocábulo sanscrito que significa “Acção”. No entanto o sentido de Karma é muito mais amplo e normalmente refere que qualquer acção gera uma reacção.
Já Buda dizia: “Não há lugar neste mundo onde não possamos ser alcançados pelas consequências dos nossos actos”. É pois o Karma uma lei a que não podemos fugir e sendo universal, está presente em cada um de nós, em cada vida. Segundo o hinduísmo, “Há uma lei de causalidade, segundo a qual toda a acção (Karma) tem uma ou várias causas e produz um ou vários efeitos (Phala)”. Este vínculo entre Karma e Phala é comparável à da causa e efeito. Segundo Newton “A acção e a reacção são iguais e opostas mas andam sempre juntas”.

Reencarnação e Astrologia

astrologia2Para um astrólogo, o Karma ou destino está escrito no mapa astral de qualquer pessoa. Os hindus afirmam que “Segundo a lei do Karma, tudo o que nos afecta hoje, para o bem ou para o mal, é o produto de um encadeamento de causas das quais fomos mais ou menos responsáveis e que é um encadeamento que começou antes do nosso nascimento nesta vida”. Assim sendo, tudo o que façamos hoje terá as suas consequências, quer seja nesta vida, ou em várias vidas futuras.

A Astrologia Kármica

A Astrologia Kármica é um bom método de análise que nos ajuda a compreender melhor em que consiste o destino e o livre arbítrio, e como tudo isso se inscreve no seu mapa astral. De uma forma correcta e honesta os princípios da Astrologia Kármica adaptados ao estudo e à interpretação do mapa astral, podem ajudar qualquer pessoa. Mas para se fazer um bom uso da Astrologia Kármica é importante que o astrólogo ponha a sua técnica e os seus elementos de investigação ao serviço de uma cuidadosa interpretação intuitiva.
A Astrologia Kármica não deve ser abordada do ponto de vista fatalista mencionando só noções de pecado, de dívidas kármicas a pagar, de faltas a redimir, antes pelo contrário, é preciso observar que as vidas às quais se faz alusão, têm sempre algo de benéfico, positivo ou gratificante.
O passado tem algo de mítico e de confortável, porque permite que nos evadamos do nosso presente que por vezes é inquietante e instável. Mas como podemos encontrar soluções, novas referências, novos valores, sem olhar e analisar o nosso passado? É importante analisarmos as nossas vidas anteriores para melhor nos entendermos.
Mas atenção! Não devemos imaginar ter sido como esta ou aquela personagem ou mais grave ainda identificarmo-nos com ela; e se um astrólogo o fizer na sua interpretação do mapa, está a fazer um mau uso da Astrologia Kármica.

Tenha a certeza que o seu mapa astral não lhe poderá dizer quem era fisicamente numa vida anterior, em contrapartida pode ajudar a compreender os seus comportamentos, qual a sua experiência, quais os seus dons e qualidades mas também os seus defeitos e fraquezas. Toda esta análise permite à pessoa saber como pode comportar-se consigo própria, a compreensão de algumas situações eliminando assim o sofrimento através do entendimento e da aceitação dos factos passados.

 

Os Princípios da Astrologia Kármica

Os dois grandes princípios baseiam-se por um lado nas posições dos Nós Lunares Norte e Sul no mapa astral ? a sua situação nos signos, nas casas e os eventuais aspectos que formam com os outros astros ou pontos fictícios ? e por outro lado, nas posições dos astros retrógrados.
É importante e mesmo necessário entender por fim o Karma no seu verdadeiro sentido que em sânscrito significa “acto”, este “acto” define no fundo um conjunto de impressões, tendências, pensamentos, motivações, comportamentos que teriam origem em eventuais vidas anteriores ou encarnações do passado.
São portanto analisadas as bases da personalidade da pessoa, é a sua matéria-prima sobre a qual é possível trabalhar para melhor a enriquecer, que ao fazê-lo consegue evoluir e realizar-se e até quem sabe, conseguir cumprir a sua missão de vida.
A estruturação da sua perso¬nalidade pode permitir à pessoa afirmar a diferença, a originalidade e a singularidade na expressão do seu destino e do seu livre arbítrio existente no seu mapa astral.

Ficamos com a certeza que se forem bem utilizados os princípios da Astrologia Kármica, podemos então obter preciosas informações e úteis para o nosso percurso terreno. Se abordarmos a Astrologia Kármica do ponto de vista do conhecimento de si mesmo e da realização pessoal, se aceitarmos o facto de que cada um de nós tem marcas e sinais particulares que nos ajudam a compreender quem somos e de onde vimos ? não geograficamente, mas quem somos espiritualmente ? e para onde vamos ? não teórica mas realmente, então podemos descobrir a informação que necessitamos para o rumo equilibrado da nossa vida.

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